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“Almada Velha e Fluvial” - Dia da Marinha

19-05-2012 09:00

Caminhada inserida no programa

"Almada mexe comigo"

Hortas populares da Quinta de Vale Mourelos, onde existe um solar do séc. XVIII, construído após o terramoto de 1755. As famílias nobres, mais abastadas, deslocaram-se de Lisboa, como refúgio às epidemias que grassaram durante o meio século seguinte. Actualmente funciona como unidade hoteleira e de eventos sociais.

Pragal e sua ermida. Local de terrenos férteis, onde se cultivavam os espargos (Espargal … Pragal). A sua ermida (de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens), fora assaltada e incendiada depois da implantação da Republica, sendo as imagens atiradas pela arriba abaixo, salvando-se somente a de Nossa Senhora. Só em 1957, por iniciativa do director do Seminário de Almada, é que se procedeu à sua reconstrução.

Santuário do Cristo Rei. A sua construção foi iniciada nos finais de 1949, sendo concluída 10 anos depois. Situa-se a 113 metros de altitude na base, sendo constituído por um pórtico com 75 metros de altura, encimado pela estátua de Cristo, com mais 28 metros. É o melhor miradouro com vista para Lisboa e para a Ponte 25 de Abril. Sendo um lugar estratégico sobranceiro ao Tejo, à ponte e a Lisboa, teve um papel importante na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, quando as forças do Regimento de Artilharia de Vendas Novas aí tomaram posição ocupante, controlando a circulação na ponte e dissuadindo que forças leais ao regime, nomeadamente a Fragata Almirante Gago Coutinho, tivessem aberto fogo contra as tropas comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, presentes no Terreiro do Paço.

Quinta da Arealva. Encostada ao Tejo, dedicava-se antigamente à produção, comercialização e exportação de vinho, especialmente para as antigas colónias. Encontra-se actualmente em estado de grande abandono e de ruínas.

Olho-de-boi. Local histórico também algo degradado, onde inicialmente terá funcionado o antigo Convento de S. Paulo e posteriormente a Fábrica de Algodão da Companhia Lisbonense e a partir de 1920 a Companhia Portuguesa de Pesca, com as suas oficinas, estaleiro, armazéns, cais de acostagem e instalações residenciais para os operários ( na década de 40 do século passado, chegou a ter 25 navios, 700 trabalhadores, ocupando uma área de 42 mil m2). Entrou em declínio no final dos anos setenta, tendo sido extinta em 1984. Actualmente, parte dos seus terrenos e instalações, são propriedade do Museu Naval de Almada (Câmara Municipal).

Fonte da Pipa. Fontanário mandado erigir por D. João Vem 1736, situado junto ao Olho de Boi.

Elevador panorâmico da Boca do Vento. Inaugurado pela autarquia em 2000. Permite o acesso fácil à zona ribeirinha, desde Almada Velha.

Jardim do Rio. Entre a falésia e o rio Tejo, apresenta-se como um espaço amplo e refrescante, com vegetação frondosa e mobiliário urbano moderno.

Cais do Ginjal. Compreende toda e extensão da margem sul do Tejo, que medeia entre a estação de embarque de Cacilhas e os armazéns situados no cais, até às escadinhas que dão acesso a Almada pela Boca do Vento. Foi no século XVII, que surgiram aí os grandes armazéns de vinhos, vinagres, azeites, iscos complementados por serviços artesanais, tanoaria, conserva de peixe e oficinas de aprestos navais.

Morro de Cacilhas. Olhando Lisboa, o rio e suas margens, foi um local de grande ocupação humana, onde têm sido revelados importantes achados arqueológicos. Existia aí um moinho de vento, que se encontra inactivo.

Jardim do Castelo. Calmo e sossegado, onde existe um miradouro com vista privilegiada sobre Lisboa.

Rua da Judiaria. Confirma a zona de localização do antigo bairro judeu.

Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea. Adquirida pela Câmara Municipal em 1988, foi recuperada e transformada em centro cultural, desde 1993. Fica situada no extremo norte de Almada Antiga, no topo da falésia, com vista privilegiada. Dispõe de jardim botânico artisticamente trabalhado e com classificação das espécies para efeitos pedagógicos.

Seminário de Almada. Encontra-se instalado no antigo mosteiro de S. Paulo, da Ordem de S. Domingos, fundado em 1569. Inclui além da igreja, dos edifícios de habitação e de estudo, uma antiga propriedade agrícola sobranceira ao Tejo, vedada por um muro, que se estende até ao Cristo Rei. O terramoto de 1755 provocou grandes estragos nos edifícios, obrigando à sua reconstrução. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o mosteiro e quinta foram adquiridos por particulares, tendo mudado de mãos várias vezes e finalmente regressado à posse da Igreja em 1934, ano em que o Patriarcado de Lisboa inicia obras para a instalação do Seminário.

 

8H30 - Parque da Paz – junto ao monumento

Circular, com possível visita ao Seminário de Almada (instalações, terras de cultivo), passando pela ermida do Pragal, zonas náuticas do Olho de Boi e Jardim do Rio, cais do Ginjal e morro de Cacilhas, quinta do Almaraz, miradouros do Castelo e da Boca do Vento, Paços do Concelho e Casa da Cerca. História, cultura e paisagem.

Almada

Seminário de Almada; ermida do Pragal; Olho de Boi; Jardim do Rio; cais do Ginjal; morro de Cacilhas; quinta do Almaraz; miradouros do Castelo e da Boca do Vento e Paços do Concelho e Casa da Cerca. 

Percurso Circular: em meio urbano

 Cerca de 12 klms

Início – 9H00. Fim – 13H00

2 (escala de 0 a 5)

até 17 de Maio

Apoios

Dia da Marinha