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Entrevista a Astral Mendes

20-10-2010

 

Na linda manhã do passado domingo, a meio de umas escaladas na rocha alaranjada da cor do fogo já com a temperatura a querer romper com o fresco da maresia, estivemos à conversa com Astral Mendes, de 36 anos, de profissão Fisioterapeuta e sócio do CIMO número 286.

 

A conversa foi rolando como o mar a bater na rocha levantando a espuma branca, simples, calma, interessante fluiu em redor do montanhismo e principalmente desta secção a escalada.

 

 CIMO: Como surgiu esta paixão / interesse por esta modalidade do montanhismo?

 Astral Mendes: A paixão pela escalada começou em 2000, quando comecei a escalar frequentemente, primeiro com escaladores do CIMO, mas depois com o Sr. Zé Pereira que pertence à “velha guarda”, que teve a paciência de me ensinar muito sobre a escalada.

 

CIMO: Ainda se lembra qual foi a primeira vez que escalou?

 

AM: Escalei pela primeira vez num curso de iniciação ao montanhismo que frequentei no CIMO em 1999, no qual tive uma pequena iniciação à escalada, ministrada pelo Pedro Rato, Carlos Viegas e o Carlos Mata, que me ensinaram muita coisa apesar do pouco tempo disponível, mas principalmente atitudes e procedimentos de segurança, que desde então me acompanham e eu tento transmitir.

 

CIMO: Qual a sua formação técnica desportiva?

 

AM: A minha formação técnica desportiva é a de Monitor de escolas de escalada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, certificação atribuída em 2004 por um Instrutor de Montanha e Guia Internacional de Montanha (UIAGM), do Reino Unido.

 

CIMO: Faça-nos uma pequena resenha do seu percurso desportivo.

 

AM: Comecei em 1999, mas durante um ano o “bichinho” esteve incubado, depois propagou-se em 2000 e desde então tenho que escalar aos fins-de-semana. Comecei primeiro a praticar escalada desportiva e depois iniciei na clássica, já nem me lembro bem quando, será a velhice? Já escalei em tantos locais que já perdi a conta, mas sempre em Portugal e Espanha. Já escalei em locais lindos e espectaculares, com paredes baixinhas como em paredes de 400m, que fazem tremer os joelhos dos menos experientes.  

 

CIMO: Como está na actualidade a escalada a nível Nacional e no CIMO?  

 

AM: De uma forma geral a escalada nacional vai progredindo e está razoavelmente bem, tendo em consideração a nossa história de montanha. Parece-me que o número de praticantes tem vindo a subir anualmente.  

 

CIMO: Quais os projectos para o futuro?

 

AM: Relativamente à escalada no CIMO, vai retomar a regularidade mensal das actividades de “Escalada para todos”. Assim que existirem pessoas interessadas num curso de iniciação à escalada e que tenham experimentado uma actividade de escalada, vamos para a frente com isso.  

 

CIMO: Que diria às pessoas para as cativar para a escalada?  

 

AM: Venham experimentar uma actividade de escalada e talvez descubram uma paixão! Todos que experimentam qualquer uma das vertentes do montanhismo sentem uma influência positiva nas suas vidas!